Empreenda

Professor, o UBER não afetará apenas o taxista

Professor, você sabia que a Economia disruptiva, que hoje é representado pelo Uber mas que tem outros ícones como Netflix, Spotify e AirBnb, logo chegará a sala de aula? E o que você vai fazer? Reclamar, brigar e xingar como os taxistas estão fazendo? Proteger seu mercado de aulas tradicionais exigindo que seus alunos continuem sentados em carteiras um atrás do outro, ouvido sua aula expositiva cujo conteúdo está todo na internet?

O mercado de educação sofrerá uma grande transformação nos próximos anos e você tem que estar preparado para ela. O mais importante é compreender que a tecnologia disruptiva não é um inimigo mas um aliado.

Vamos analisar o caso do UBER: quando foi lançado em San Francisco o mercado de taxis era de 200 milhões, com a entrada do UBER o mercado de taxis caiu para 100 milhões, mas se somarmos UBER +Taxis este mercado atingiu 1 Bilhão. O mercado de transporte de passageiros cresceu 5 vezes, o transito melhorou pois a população deixou seu carro em casa, a poluição diminuiu e a cidade arrecadou mais impostos.

Ao invés de lutar contra novas tecnologias enxergue como você pode se adaptar e tirar vantagens desta evolução. O mais incrível é que o UBER não tem nenhum carro, o Netflix não tem nenhum canal de televisão e o AirBnb não tem nenhum hotel e todos já faturam mais que seus maiores concorrentes tradicionais.

Professor, você acha que a economia disruptiva não vai afetar o seu trabalho?

Nós estamos na era da informação mas o homem já passou por duas fases anteriormente. A primeira fase, a da agricultura, o poder e o dinheiro estavam com quem tinha terra. Na segunda fase, a revolução industrial, o poder e dinheiro estavam com quem que tinha máquinas e produção em escala. Na fase da Informação o poder e dinheiro estavam com quem detinha informação (Portais na internet), depois este poder passou para quem distribuía a informação (Google, Facebook), e agora o poder está com quem usa a informação para transformar pessoas.

O que um professor Faz? Ele transforma as pessoas com o conhecimento. Portanto você está no lugar certo na hora certa.

Nesta nova fase o indivíduo tem mais poder que empresas. As pessoas podem assistir o filme que desejam, na hora que quiserem e sem propaganda. Se você tem um quarto sobrando na sua casa pode aluga-lo e concorrer com grandes redes hoteleiras. Hoje o professor pode dar aula sem ter vínculo com uma Escola ou Universidade. Diferente da revolução agrícola e da revolução industrial, que as pessoas eram praticamente escravas, na economia disruptiva a força está no individuo.

Só que se você ficar preso a modelos tradicionais, dando as mesmas aulas presenciais, com as mesmas metodologias, logo estará como os taxistas defendendo seu negócio sem perceber as oportunidades muito maiores que estão do outro lado.

De que lado você quer ficar? Manter seu status e continuar fazendo o que sempre fez por ser mais cômodo ou encarar esta revolução e participar dela? Pense nisso.

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3 respostas »

  1. Parabéns pelo texto. Concordo em gênero, número e grau. A Disrupção em Educação já começou, mas como afirma o Prof de Harvard Clayton Christensen, ela começa nos “não mercados”, no caso nos cursos livres e não entram nos radares dos líderes de mercado. Só que de uma hora pra outra a tecnologia e aceitação da tecnologia muda…e é ai que mercados outra hora intocados ruina…já aconteceu com computadores, celulares, industria da musica, voos…agora cinemas, taxis, imobiliarias, serviços financeiros…e a disrupção na educação também já começou. Pouca gente tem percebido, ou o pior, grandes empresas educacionais se acham intocadas, seguras e perenes. Não é a toa que o apelido que recebem no mundo das startups são: dinossauros. Ou se reinventam, aprendem a usar open innovation…ou vão desaparecer.

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  2. Não concordo o mercado existe para todos, o engraçado é que é sempre as empresas americanas invadindo os outros mercados, nuncabo inverso com um discurso favorecedor, uma sociedade não pode funcionar na dependência dessas empresas e seu monopólios

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  3. Ótimo texto. Bom, citando os exemplos de uber e airbnb , como os taxistas poderiam saber de que maneira se adaptariam? E a rede hoteleira?.
    Depois que o mercado novo (uber por exemplo) se firmou, fica fácil dizer como se adaptar a ele.

    Caros colegas , por favor , poderiam dizer como acham que o mercado da educação será? Seguindo essas tendência acima apresentadas.

    E segundo sua sugestão, como os educadores poderão se adaptar a ele?

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